
Um trabalhador deitou-se a ouvir o canto de um rouxinol durante toda a noite de verão. Tão encantado ficou com sua melodia que, na noite seguinte, armou uma armadilha para o pássaro e o capturou.
"Agora que te capturei," exclamou ele, "cantarás sempre para mim."
"Os rouxinóis nunca cantam em uma gaiola," respondeu o pássaro.
"Então eu te comerei," disse o trabalhador. "Sempre ouvi dizer que um rouxinol torrado é um petisco delicado."
"Não, não me mates," suplicou o rouxinol. "Se me deixares ir livre, te direi três coisas muito mais valiosas do que o meu pobre corpo."
Intrigado, o trabalhador decidiu soltar o pássaro. O rouxinol voou até um galho de uma árvore e disse: "Primeiro, nunca acredites na promessa de um prisioneiro; essa é uma lição. Segundo, guarda o que tens. E o terceiro conselho é este: não te entristeças com o que está perdido para sempre."
Com isso, o pássaro cantor voou e desapareceu na noite.
A moral da história é valorizar a liberdade e a sabedoria da experiência em vez dos desejos materiais, ao mesmo tempo em que se reconhece a importância de valorizar o que se tem e deixar o passado para trás.
Publicidade
Amanhã à noite: A Raposa e o Grou.