Uma fábula de Ambrose Bierce
Sátira para leitores mais velhos

Um homem apressado, cujo relógio estava no escritório de seu advogado, perguntou a uma pessoa séria que horas eram.
"Ouvi você fazer a mesma pergunta àquela pessoa ali," disse a pessoa séria. "Que resposta ele lhe deu?"
"Ele disse que eram cerca de três horas," respondeu o homem apressado, "mas ele não olhou para o relógio, e como o sol está quase se pondo, acho que é mais tarde."
"O fato de o sol estar quase se pondo," disse a pessoa séria, "é irrelevante. No entanto, o fato de ele não ter consultado seu relógio e fornecido uma resposta após devida deliberação e consideração é fatal. A resposta dada," continuou a pessoa séria enquanto consultava seu próprio relógio, "é sem efeito, inválida e absurda."
"Então, que horas são?" perguntou o homem apressado ansiosamente.
"A questão é devolvida àquela pessoa ali para uma nova resposta," respondeu a pessoa séria, guardando o relógio no bolso e se afastando com grande dignidade. Ele era, de fato, um juiz de um tribunal de apelações.
A moral da história é que julgamentos precipitados sem consideração cuidadosa podem levar a conclusões inválidas, destacando a importância de dedicar tempo para buscar informações precisas.
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