
Uma raposa, depois de atravessar um rio, encontrou sua cauda presa em um arbusto e não conseguia se mover. Vários mosquitos, vendo sua situação, pousaram nela e desfrutaram de uma boa refeição, sem se importar com o dilema da raposa.
Por sorte, um ouriço estava passando por ali e teve pena da raposa. Aproximando-se, o ouriço disse: "Você está em má situação, vizinha. Devo ajudá-la afastando esses mosquitos que estão sugando seu sangue?"
"Obrigada, Senhor Ouriço," respondeu a raposa, "mas eu prefiro que não."
"Por que isso?" perguntou o ouriço, confuso com a resposta da raposa.
"Bem, veja," explicou a raposa, "esses mosquitos já estão satisfeitos. Se você os afastar, outros virão com apetite fresco e me sugarão até a morte."
Às vezes, é melhor suportar um mal menor do que arriscar um maior.
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Amanhã à noite: A Raposa e o Grou.